05.09.2009 - Por Lucas Coacci.
Meu
compromisso era na verdade na capital paulista, mas como estava difícil
encontrar lugares disponíveis com horários adequados para Congonhas e
Guarulhos, acabei optando por Campinas. Cheguei ao aeroporto pouco
depois das 17:00, já um tanto atrasado para um voo marcado para às
17:50. Dirigi-me rapidamente ao setor doméstico, onde estão localizados
os balcões da Gol e ainda distante já percebi que teria problemas. O
movimento era intenso e as filas enormes, muita gente embarcando com a
companhia naquele final de tarde de sexta-feira. Não havia outra maneira
senão me apresentar ao atendente, que me deu a prioridade para emissão
do cartão e despacho da bagagem. Fui nada menos que o último passageiro a
fazer o check in para o voo 1759.
Subi
rapidamente para o setor de embarque B, localizado no mezanino, passei
rapidamente pelo raio-x e segui direto para a aeronave, que ocupava a
posição 04. Para cumprir a etapa até Campinas o Boeing 737-300,
matrícula PR-GLD, estava escalado. Trata-se de um veterano, fabricado e
entregue à United Airlines em 1988 e que desde 2004 voa na Gol,
configurado com 141 assentos. Apesar da idade, a conservação agrada e
realmente não aparenta ser uma aeronave que acumula mais de 20 anos de
serviço.
Tomei
meu assento, 21A, e percebi que assim como no check in, fui um dos
últimos a embarcar, já bem em cima do horário de saída do nosso voo.
Embarque encerrado às 17:49 e alguns minutos depois iniciamos o push
back com todos os assentos ocupados. Prosseguimos pelas taxiways Echo e
Alfa até o ponto de espera da pista 16, onde aguardamos a passagem de um
HS-125 do GEIV (Grupo Especial de Inspeção em Voo), que fazia a
conferência do ILS. O relógio marcava 18:11 quando o PR-GLD alinhou e
iniciou sua corrida de decolagem, subindo no perfil Confins 1, com curva
inicialmente à direita e depois à esquerda com bloqueio do VOR CNF.


Ponto de espera da pista 16 em Confins.
Às
18:32 já estávamos estabilizados no FL360 (36.000 pés de altitude).
Nesse momento me veio a lembrança dos tempos em que o -300 era uma das
estrelas da frota de Varig, Vasp e Transbrasil. Hoje prevalecem os Next
Generation, mas vale dizer que comparando aeronaves da Gol, este classic
ganha com folga dos novíssimos Boeing 737-800SFP em termos de espaço
entre poltronas. De toda forma o espaço lateral é apertado e como na
poltrona do meio havia um senhor de porte mais avantajado, acabei
ficando com os braços apertados.


O pitch não é dos melhores, mas sem surpresas.
O
serviço de bordo já estava em andamento e não trazia nada de novo. Eram
oferecidos os já tradicionais biscoitos de ervas finas, além de
refrigerantes e sucos. É melhor do que nada, mas espero que o conceito
do Buy On Board, que é a venda de lanches mais elaborados, seja ampliado
para os demais voos da companhia. Embora os preços não sejam dos mais
baratos, ao menos fica garantida ao passageiro a chance de escolher um
lanche que melhor lhe atenda.
Já
estávamos em descida para o Aeroporto Internacional de Viracopos quando
o serviço de bordo foi finalizado com as também já tradicionais balas
“7Belo”, oferecidas como sobremesa. Às 18:55 as luzes da cabine foram
reduzidas para o pouso, e às 19:04 tocamos o solo em Campinas, seguido
de um longo taxi até a posição 05 do pátio principal.


Instruções de segurança em cartão dupla face.

Já no pátio em Viracopos.
Instruções de segurança em cartão dupla face.
Já no pátio em Viracopos.
Avaliação:
Reserva/Compra: Excelente.
A
Gol possui um sistema bem adequado, que recentemente foi aprimorado com
os novos perfis de tarifa Livre, Flexível, Programada e Promocional. O
processo de compra é ágil.
Check-In: Excelente.
Apesar
da grande fila os atendentes souberam administrar a situação, dando
prioridade aos passageiros de voos cujo horário era mais apertado. Todos
sabemos da antecedência no embarque mas imprevistos acontecem.
Embarque: Excelente.
O movimento no horário era grande mas o raio-x deu conta da demanda. Não havia fila e o fluxo era normal na entrada da sala.
Assento: Bom.
O
espaço entre as poltronas é mesmo restrito, mas quem compra um bilhete
da Gol já sabe o que vai encontrar. No Boeing 737-300 a sensação de
conforto parece melhor que nos demais modelos da frota.
Entretenimento: Bom.
Nada de programas mas a revista de bordo é bem feita.
Serviço dos comissários: Excelente.
Prestaram um bom serviço, eficiente e cordial.
Refeições: Razoável.
A
barrinha de cereal era mais saborosa do que esses biscoitinhos. De toda
forma a única saída para esse assunto é mesmo a venda de lanches mais
variados durante o voo.
Bebidas: Bom.
A companhia não serve bebidas alcoólicas mas as opções são variadas.
Desembarque: Excelente.
O
Aeroporto Internacional de Viracopos não é exatamente um exemplo de
terminal mas o desembarque, num horário de menor movimento, atendeu bem.
Pontualidade: Excelente.
Bem pontual. Menos de 15 minutos de atraso na partida e pouso com somente 4 minutos de atraso.
Mais uma vez a Gol Linhas Aéreas cumpriu bem sua proposta. A companhia não oferece um serviço sofisticado, mas faz o que o passageiro espera, voando com pontualidade e qualidade.
Lucas Coacci